Campo Afora – Jari Terres


5º Chamamento da Arte Nativa – Santana da Boa Vista – RS – 1998.

CAMPO AFORA

Letra: Rogério Ávila
Música: Jari Terres
Intérprete: Jari Terres

Quando desato meu laço
Para fazer uma armada
Num fundo de invernada,
Se torna parte de mim.
Dos lóros faço meu chão,
Pra riba peço a benção
E o resto, já sei o fim.

Meu cusco, abaixo do estribo,
De tempos… Sabe a história;
Do laço a trajetória
‘Inté’ cerrar junto às mãos;
Embora ‘tando’ solito,
Abro o peito e pego o grito
Quando a rês encontra o chão.

O tombo é consequência
Da confiança do meu braço
E o tropel, então, se corta
Na outra ponta do laço;
O tombo é uma consequência
Na outra ponta do laço.

Meu pingo pressente a lida
No abotoar da presilha,
Se, assim, me clareia o dia
Com ganas de ver o golpe;
Por mais que a rês mande pata,
Da corda ela não escapa,
Depois que preparo o bote!

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