A Flor do Cabo da Faca – Marcelo Oliveira e Ricardo Bergha


10ª Sentinela da Canção Nativa – Caçapava do Sul – RS – 2012.
Composição premiada como Melhor Letra.

A FLOR DO CABO DA FACA

Letra: Filipe Calvete Corso e Rafael Ferreira
Música: Filipe Calvete Corso
Recitado: Ricardo Comasseto
Intérpretes: Marcelo Oliveira e Ricardo Bergha

“Carrego uma flor do campo,
Que na cintura se une,
Muitos lhe acham perigo,
Eu trago pelo costume.
Minha flor carrega um brilho
Que, em outras, causas ciúme
E, embora, sempre comigo,
Nunca senti seu perfume.”

A flor que brotou solita,
Sem precisar primaveras,
Trazendo o brilho do ouro
Na sua imagem singela.
Carrega, junto do corpo,
Sua mensagem sincera
Que, mesmo assim, sem ter vida,
A vida se mostra nela.

Talvez bem mais que um romance,
Com juras se faz paixão,
Na prata nasce o desenho
Por conta da inspiração.
E, assim, por ser “pequenita”,
A flor conhece a razão,
Vem e se aninha, escondida,
Por debaixo da minha mão.

Tem a arte presa ao campo,
Num relevo detalhado,
Onde as pétalas comungam
A vida de lado a lado.
Se alguém lhe olha comigo,
Já pensa, ensimesmado,
Melhor manter o respeito
Pra evitar um estrago.

Essa flor carrega o lume
Que habita o brilho da prata
E, embora, bem desenhada
Nunca estampou serenata.
Vive, assim, emudecida
Na sina que lhe arrebata,
Tem ganas de ser do campo
Mas é do cabo da faca.

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