Vida Adentro, Tempo Afora – Joca Martins e Marcelo Oliveira


36ª Coxilha Nativista – Cruz Alta – RS – 2016.

VIDA ADENTRO, TEMPO AFORA

Letra: Eron Vaz Mattos
Música: Cristian Camargo
Recitado: Guilherme Collares
Intérpretes: Joca Martins e Marcelo Oliveira

Vida adentro, tempo afora;
Vida afora, tempo adentro,
Essência, núcleo e centro
Que simboliza existir.
Sonhar, chorar, repartir,
Semear o bem e o querer,
Plantar pra depois colher
Uma saudade ao partir.

Cada saudade tem nome,
Cada nome uma razão;
Idioma do coração,
Voz rouca para o universo,
E assim mateio e converso
Por dentro das horas calmas,
Apenas coisas da alma
Que respingam sobre o verso.

Vida adentro, tempo afora
Domando rumo e esperança,
Se vai “ramalhando” a trança
Contra a argola da demora.
De algum ontem que ignora
A luz que temos no centro;
Mesmo com nuvens por dentro
Céu estrelado por fora.

Alma e sentidos tropeçam
Em rigores naturais
Ao cruzar por macegais,
Que os campos da vida têm;
Para quem vai ou quem vem,
De cincha frouxa assoviando,
Vira os arreios tentando
Deixar um rumo pra alguém.

O tempo dobrou costumes,
A vida em rumo perdido
Tentando encontrar sentido
Nos momentos desiguais;
Componentes essesnciais
E a vida em tempo maduro:
O presente foi futuro
Sonhado por ancestrais.

Vida e tempo, campo em canto,
Ontem, hoje e porvir;
Esteios pra o existir,
Lonjuras para aprender.
Sol nascente, anoitecer
Vida adentro, tempo afora;
Apenas gastando esporas
É que se pode entender.

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