Na Ponta do Laço – Joaquim Brasil


10º Canto Farroupilha de Alegrete – Alegrete – RS – 2018.

NA PONTA DO LAÇO

Letra: Maximiliano Alves de Moraes
Melodia: Joaquim Brasil e Gustavo Vilaverde
Intérprete: Joaquim Brasil

Uma tropa que tranqueia
Em derradeiro reponte,
Deixando poeira saudosa
A se sumir no horizonte.

Como a carreta toldada
Que já descansa silente
Formando imagem prostrada
Contra o vermelho poente.

Igual a um baile de rancho
Que o candeeiro apaga a chama,
Ou uma cerca de pedra
Trocada por aço e tramas.

Se vai o canto gaúcho
Junto com a sua essência!
Segue aguentando o repuxo
Quem tem alma de querência!

Como uma quente porfia
Rodeando um fogo de chão,
Que já perdeu argumento
E o frio invade o galpão.

Ou como um tiro de bola
Da mão de um índio charrua,
Que já virou Três Marias
Pra bolear quartos de lua.

Mas há canários pampeanos
Que ainda cantam com glória.
Cantar querência e passado
É manter viva uma história!

E atira a armada dos versos
Para manter seu espaço
E o tirador dos legados
Escora a ponta do laço!

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