À Flor da Terra – Jari Terres


18ª Coxilha Nativista – Cruz Alta – RS – 1998.

À FLOR DA TERRA

Letra: Gujo Teixeira
Música: Leonel Gomez
Intérprete: Jari Terres

Cada vez que o sol desponta, erguendo um rubro pañuelo,
Min’alma vai lá pra fora como uma estrela, por sinuelo;
E se perde nas coxilhas e várzeas que sempre ando…
Só se encontra ao fim da tarde no galpão, desencilhando.

Parece que a alma inteira têm sombras de coronilha,
Por entre campos extensos, floridos de maçanilha;
Por certo, também têm noites com o luzir de uma estrela,
Aquerenciada aos olhos de quem têm olhos pra vê-la…

Vou transpassando meu tempo e as ânsias redomonas
Num verso escrito a lápis, sobre a caixa da cordeona;
Me encontro num chamamé quando a saudade me bate,
Ponteando a alma em floreios nos intervalos do mate.

Só quem já teve, nas botas, unhadas de japecangas
E pitangueiras floridas junto às barrancas da sanga;
Consegue ter, pela alma, flores brancas e espinhos,
E olhos d’água de campo pra seus extensos caminhos.

Daí, então, à flor da terra, onde o destino floresce,
É que guardei uma imagem que o olhar jamais esquece…
É que lá fora as manhãs tem som de gaita em floreio
E eu me vejo campereando pela invernada do meio.

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