Na Paz do Cinamomo – Leonardo Paim


4º Canto Sem Fronteira – Bagé – RS – 2006.

NA PAZ DO CINAMOMO

Letra: Hilo Paim
Música: Tuny Brum
Intérprete: Leonardo Paim

A sombra copada do meu cinamomo
espichou a prosa pra um final de tarde,
buscou lembranças no bojo da alma
pra cevar, com jeito, as minhas saudades.

Parou rodeio na invernada do tempo,
trazendo pra perto o que a vida cuidou;
a calma figura se achegou de manso…
Quem mateou, primeiro, foi o meu avô.

De gestos simples e poucas palavras
mostou o rumo nos ensinamentos.
Alma de campo e olhar de horizonte,
deixando pro neto o melhor sentimento.

O vento que sopra na paz desta sombra
reponta do campo a inspiração,
mangueando pras casas a força de um templo
com cheiro de pasto, mangueira e galpão.

O braseiro antigo pelas madrugadas,
cepo com pelego, mate bem cevado;
as labaredas brilhando em seus olhos
e nas sábias mãos histórias do passado…

A tarde recebe o silêncio da noite,
embretando um mundo que me visito;
pra os mates que sorvo no abraço da sombra
conservarem na essência a saudade do avô.

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