Geadas – Luiz Marenco


10º Reponte da Canção Crioula – São Lourenço do Sul – RS – 1994.
Composição que recebeu o troféu de Melhor Arranjo Instrumental.

GEADAS

Letra: Jayme Caetano Braun
Música Leonel Gomez e Márcio Rosado
Intérprete: Luiz Marenco

A geada é o preço que jamais desconta
Nem mesmo um real no gauderiar que entangue
Branqueia tauras enregela o sangue
Mas se derrete quando o sol desponta

Se faz espelho no lagoão da sanga
Adoça as frutas e madura o trigo
Cinza do tempo que nos encaranga
Paguei o preço de brincar contigo

Vai-se um ano, mais outro, não me iludo
Foram tantas lichiguanas pelegueadas
Eu sinto frio, mas apesar de tudo
O meu destino é andar quebrando geada

Iguais as que quebrei na juventude
Pisando vidros nas manhãs de gelo
As mesmas geadas da gamela do açude
Trago comigo esfarinhadas no cabelo

Manta gelada que não tem fragrância
E se faz água pra morrer neblina
As geadas pretas que esmaguei na infância
Viraram cinzas pra branquear minha crina.

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