Das Estâncias – Juliano Moreno


6º Festival Nativista Baqueria de Los Piñares – Vacaria – RS – 2011.

DAS ESTÂNCIAS

Letra: Rodrigo Bauer
Música: Juliano Moreno
Intérprete: Juliano Moreno

Quando falo das estâncias
volto longe pelo campo,
reacendendo os pirilampos
nas antigas nostalgias.

Quando a pampa era bravia,
boleando gados alçados,
pra povoar os descampados
da querência que surgia.

Cardo um pala de saudades,
com mão de garra nos velos,
volto às tosas a martelo,
pois no trigo vejo o pão.

O futuro deste chão
vem no boi marcado a ferro,
que deu o primeiro berro
na primeira marcação.

O galpão então surgiu,
modificando a paisagem…
retratando em sua imagem
as lides do dia-a-dia.

Ensaiando confrarias,
sem nunca baixar a crista,
foi um marco de conquista
da estância que aparecia.

Enquanto a casa se erguia
– entonada e altaneira –
junto ao galpão e a mangueira
formava uma trilogia.

E a primitiva hierarquia
do patrão e do campeiro,
mostrava o Rio Grande inteiro
que à sociedade surgia.

Aparto os anos perdidos,
quando falo das estâncias…
e sinto um cheiro de infância,
pairando leve no ar.

Há muito o que recordar
do tempo xucro e ligeiro,
que carregou meus janeiros
pra nunca mais retornar.

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