A Filha do Patrão – Angelo Franco


2º Festival Vozes do Jacuí – São Jerônimo – RS – 2012.

A FILHA DO PATRÃO

Letra: Diego Müller e Vasco Velleda
Música: Cristiano Quevedo
Intérprete: Angelo Franco

Nos fins de tarde, depois da lida,
Nos verões da vida vivo a te encontrar…
Na hora do mate vem prosear comigo…
…Sei que não suspeitas deste meu pesar!

– Nos crescemos juntos nesta estância velha
E aprendemos juntos as primeiras letras…
Dividimos muitas vezes o pesqueiro
E machucamos juntos os pés nas rosetas!

O tempo escorrendo foi tecendo a teia
Do destino que cabe para os desiguais…
– Hoje eu domo potros, campereio léguas,
Nos campos imensos – que são dos teus pais!

Brilhos, danças, sedas – são labaredas
A fazer coivaras pra depois, assim,
Germinar sementes, que depois florescem
Nas noites insones em que penso em ti!!!

Teus olhos – brilhos – num sorriso meigo…
E os meus olhos presos no chispar dos teus…
Os teus silentes na amizade das retinas,
Nem se apercebem dos segredos tão meus!

Teus lábios – danças – a sarandear palavras,
Que bem resguardadas, com atenção…
Meus lábios, medo de errar ao ler as lavras
Escritas nas ânsias do meu coração!

Teus cabelos – sedas, de um negror profundo –
Que entre um mate e outro vejo rebrilhar
Na tua mão direita o brilho delicado
De um anel de noiva que me dói no olhar!

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