Temporona – Rodrigo Tavares


2º Canto Sem Fronteira – Bagé – RS – 2004.

TEMPORONA

Letra: Felipe Brasil
Música: Felipe Brasil
Recitado: Felipe Brasil
Intérprete: Rodrigo Tavares

Um redemunho de guampas faz vendaval pela enchente
E o gado parece gente nessas peleia com o tempo
Trazendo pelo tutano a coragem de outras eras
Ressuscitando taperas nos arrabaldes do vento.

Um dia de chuva grande depois de três de tropeada
Minuano traz galopeada essa tormenta pra gente
Na cultara emponchados três soberanos do basto
Graxa do céu pelo pasto e até a própria alma sente.

Desabaram abas largas pra proteger a carona
Chuva maula temporona de “fazê” virar os pelego
Esporas que silenciaram travadas pelo barreal
E um rebuliço bagual de um temporal traiçoeiro.

Ah! Se foi a ponta no estouro
Ficou a cova de um touro
Na escuridão da tormenta
Ah! O minuano se enleia
Vez em quando estas peleias
Com as manhas que o tempo inventa.

No estouro surgem centauros em gritos bravos de guerra
Trazendo a força da terra nas patas dos seus cavalos
Até a eguada de muda e os pingos dos balancim
Largaram em disparada num entrevero sem fim.

Mas trazem força no braço e a coragem de acalanto
Na alma nacos de campo pra enfrentar esses mandados
Se fazem parte da pampma não “hay” rigor que os dobre
Por mais que o tempo lhes cobre enfrentam ele calado.

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