Vertente da Milonga – Pirisca Grecco


6º Canto Nativo de Santo Augusto – 2002.

VERTENTE DA MILONGA

Letra: Vaine Duarte
Música: Érlon Péricles
Intérprete: Pirisca Grecco

Quem tem os sonhos do campo
E o sortilégio na estampa,
Já perseguiu pirilampos,
Forjando a noite do pampa.

Quem viu a lua redonda,
Banhando as crinas no rio,
Cantou esporas de ronda
Pra milonguear desafios.

Quem desatou o atavismo
Do memorial dos galpões,
Conhece o fogo e o lirismo
Da pulsação dos violões.

Sabe que o canto dos galos
É a saudade do azul,
Querendo o sol de a cavalo
Pelas planícies do sul.

A milonga é uma vertente,
De há muito, não é segredo.
É o pampa dentro da gente
Querendo vazar nos dedos.

Quem se perdeu em repontes,
Seguindo o ocaso das brasas,
Já aramou horizontes
Pra ter aurora nas casas.

Quem colhe a rosa dos ventos
E bebe estrelas na sanga,
Tem tanto pampa por dentro
Que se derrama em milonga.

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