Tempo Escrito – Índio Ribeiro e Luiz Marenco


18ª Sapecada da Canção Nativa – Lages – SC – 2010.

TEMPO ESCRITO

Letra: Lisandro Amaral
Musica: Cristian Camargo
Intérprete: Índio Ribeiro e Luiz Marenco

Secretas almas que alumbram poemas quietos que tenho
Alguns nos “diz” de onde venho, em outros nem sei do que falo
De algum domingo a cavalo de uma semana de estância
E acumuladas distâncias de ser campo e cantá-lo

Poetizei meus encontros e respirei todos puros
Na intimidade do escuro, iluminei de esperança
E atei pra sempre uma trança com duas índias perdidas
Uma materna, outra vida, com a benção de ser criança

É material este mundo e se desgasta ao tranquito
Pra respirar solto um grito que a imensidão determina
Pois sou mais índio que a crina e sou ouvido no escuro
Encilho um potro e te juro que a paz do escuro ilumina

Secretas almas que dormem, vivem poetas nas sombras
O tempo escrito é que nombra de quem serão estes versos
Pra o mundo novo eu só peço na irmandade da cruz
Que cante um canto de luz pra amanhecer o universo

Espiritual este mundo de luas, sangas e escuros
Tudo que escrevo, te juro, que há de firmar esta trança
Iluminando as crianças e amando índias perdidas
Maternas flores da vida na luz que benze esperanças.

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