Se o Verso Vem de a Cavalo – Nilton Ferreira


14ª Vigília do Canto Gaúcho – Cachoeira do Sul – RS – 2003.

SE O VERSO VEM DE A CAVALO

Letra: Mário Amaral
Musica: Nilton Ferreira
Intérprete: Nilton Ferreira

Se o verso vem de a cavalo
Falquejado de distância,
Abro a cancela dos sonhos
Como o luzir das estâncias.

Se o verso vem de a cavalo
Entrecruzando fronteiras,
Lonqueio tentos de lua
Com a benção da boieira.

Se o verso vem de a cavalo
De encontro ao vento pampeiro,
Bato os tições de minh’alma n
Nm chasque bem estradeiro.

Se o verso vem de a cavalo
Pelos beirais das aguadas,
Clareio o dia mais cedo,
Camboneando a madrugada.

Se o verso vem de a cavalo
Campeando bocais e garras,
Preparo a Pátria com as mãos
Num bordonear de guitarra.

Se o verso vem de a cavalo
Pulseando cordas de lei,
Tranço recuerdos de campo
Dos potros que já domei.

Se o verso vem de a cavalo
Fumaceado de galpão,
Cevo um mate bem gaúcho
Pra matear com o coração.

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