O Amor Pela Querência – Alex Har e Daniel Cavalheiro


1º Festival da Canção Nativa Flor de Maio – Três de Maio – RS – 2017.
Composição premiada com o Terceiro Lugar.

O AMOR PELA QUERÊNCIA

Letra: José Donairo Neto
Melodia: Edilberto Teixeira Neto
Intérprete: Alex Har e Daniel Cavalheiro

Em uma estância chamada Cascata,
que o seu Valério havia comprado.
Marca e querência, porteira fechada
e um lote pingos, ovelhas e gado.

Da Estância Velha, foram sete cavalos
e das Cordilheiras, mais nove pra encilha,
uns pelo buçal, outros bem contrariados,
se foi junto com a tropa, toda essa tropilha.

Se foram três dias de chuva e estrada
no tranco do baio, que era confiança.
A cavalhada às vezes negava
Como se pra trás ficasse a lembrança.

Cheguei na estância, era “tardezita”
e a cavalhada deixei no potreiro,
não sei se a cancela ficou mal fechada,
ou se algum vento soprou por matreiro.

De manhã bem cedo ao clarear do dia,
pelo potreiro nem casco marcado.
A cavalhada já estava a léguas,
somente o meu baio havia ficado.

Largaram ao trote pro lado das casas,
os quinze gateados e uma baia overa,
levaram dois dias até a Estância Velha
e mais um e meio até as Cordilheiras.

Na frente da estância, paravam rodeio.
Bem onde a porteira da estrada se encerra,
voltaram às casas, que é rumo e querência,
pois lá meus cavalos tem amor pela terra

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