Mango Carneador – Ita Cunha


23ª Sapecada da Canção Nativa – Lages – SC – 2015.
Composição que conquistou os prêmios de Melhor Tema Campeiro e Melhor Conjunto Vocal.

MANGO CARNEADOR

Letra: Lucas Ramos, Evair Soarez Gomez e Rafael Machado
Música: Rodrigo Morales e Lucas Ferrera
Intérprete: Ita Cunha

Foram duas, foram três, talvez uma talha inteira.
Sou carneador das ovelhas num braço forte de angico.
Domingo santo, bendito, que a peonada bolicheia,
berra encerrada as “oveia” a espera do sacrifício

Salpica o sangue de estrelas sobre o céu das alpargatas
E o fio afiado da faca, mostra afinal ao que veio
a corrente que eu maneio facilita o carneador.
eu que ja fui ramo e flor, hoje sustento e carneio

E se antes fui angico, sentindo o vento na cara
Hoje sou eu quem agarra, assim me fiz carneador
Enquanto a estância ressona num cochilo sossegado
Eu levo a dor do pecado em cada “oveia” sim, senhor!

O sangue pinga na lata exala toda fragrância
pra cachorrada da estancia tudo é luxo e municio
pouco importa o serviço, a causa, necessidade.
se obra de caridade ou fruto de um sacrificio

Eu também já fui consumo carneado pelo machado
E o horizonte largo não vai além da mangueira
A sombra da corticeira é “d’onde” moro, onde fico,
sou braço forte de angico sustento pra carneadeira!

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