Das Encruzilhadas – Leandro Barcellos


23ª Coxilha Nativista – Cruz Alta – RS – 2003.

DAS ENCRUZILHADAS

Letra: Jorge Nicola Prado
Música: Sinval Araujo
Intéprete: Leandro Barcellos

Veja peão, cuida piá,
Baliza o prumo
Quem tem rumo chega lá!

No lombo do mouro “véio”
Gasto léguas de caminho,
Escritas no pergaminho
Que a vida mostra no fim.

Carrego dentro do peito
Sentimentos de igualdade
Que replanto sem vaidade,
Do que sei, não sei pra mim.

Sou campo aberto, invernadas e mangueiras
Trago maneiras do guri que não morreu.
Tramo vivências de campanha e de cidade
Num resto de mocidade que o rigor não abateu.
Sempre de ouvido na prosa mansa e segura,
Onde o velho dependura verdades que recolheu.

A estima do mouro “véio”
Fareja o rumo da estância
Tempo não mede distância
Nem muda o jeito de andar.

Persegue tardes que sonho
De sabiás na caneleira,
O chimarrão, a parceira,
Meus chinelos e o pomar.

Cuida do moço, hay cruzadas que escolhemos.
Nem conhecemos, mas o longe nos atrai.
Faça que a sombra não se enforque na peiteira.
A pressa é má companheira, pra o andejo quando sai.
Estrada é bom, mas antes de jogar a sorte,
Indaga de algum que volte pra onde o caminho vai.

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