Baldas de Potro Cuiudo – Joca Martins


26ª Coxilha Nativista – Cruz ALta – RS – 2006.

BALDAS DE POTRO CUIUDO

Letra: Anomar Danúbio Vieira
Música: Fabrício Harden
Intérprete: Joca Martins

“O bagual mouro resolveu me “exprimentá”
Em seguida de “muntá’, quando campeava um “estrivo”
Mas que eu me lembre, o homem comanda o cavalo!
E o resto é pura bobagem criada pra vender livro.”

Bagual tranqüilo, nunca tinha corcoveado
De “rédea” andava “costeado”, já no ponto de “enfrenar”
Deve ter sido por causa do vento norte
Se arrastou batendo forte, com ganas de me sacar.

E as nazarenas, que eu não carrego de enfeite
Resolveram “prová” os dentes, “tenteando” a força da perna…
O que se passa na cabeça de um matungo?
Que agarra nojo do mundo e do tento que lhe governa.

Pegou na volta, com cacoetes de aporreado
Mas já me encontrou “estrivado”, e ainda por cima “de lua”
Me fui na boca, caiu sentado na cola
Já que freqüenta minha escola da velha doma charrua

Levei os ferro e lhe enredei num “quero-quero”
Cavalo que eu considero, respeita o índio campeiro!
Deu mais uns “talhos”, e viu que se topou mal
Seguiu mascando o bocal, num trote “bueno” e ordeiro.

Fiquei pensando, co’as rédeas por entre os dedos
Nos mistérios e segredos deste oficio “macanudo”
Se um flete manso, “devalde” “se queda” brabo
Deve ser obra do diabo ou baldas de “potro cuiudo”.

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