Versos de Campo – Jari Terres


2º Ibicuí da Canção Nativa – Manoel Viana – RS – 2006.*

VERSOS DE CAMPO

Letra: Alex Silveira
Melodia: Jari Terres
Intérprete: Jari Terres

Meu verso é laço na mão rural,
Algum pealo de sobre-lombo,
É polvadeira numa mangueira,
No cimbronaço do belo tombo.

À moda antiga, vem de a cavalo,
Bocal e rédea de couro cru;
Um minuano, índio pampeano,
Boleia as patas de algum inhandú.

Meu verso é mágoa de uma tapera,
A fruta doce da pitangueira,
Sente lembrança, gente da estância,
Mateando à sombra de uma figueira.

Tirei as loncas pra pontear corda
E as garroneiras de uma bragada,
Quando potranca ficou lunanca
Na lida bruta de correr eguada.

Meu verso é raça de antigamente,
Desses gaúchos que a vida faz;
Gente de guerra, heiro de terra,
Uma estampa de capataz.

É tropa gorda num fim de maio,
Já destinada pra o matadouro;
Uma invernada bem povoada,
Na primavera briga de touro.

Meu verso é campo, por ser fronteira,
Estância velha, tropilha buena.
Salto da cama, que esta semana
A pegada é grande e eu sou torena.

Meu verso é mágoa de uma tapera,
A fruta doce da pitangueira,
Sente lembrança, gente da estância,
Mateando à sombra de uma figueira.

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