Se Bamo Embora – Alemão do M’Bororé


9ª Tafona da Canção Nativa – Osório – RS – 1997.
Composição premiada como Música Mais Popular.

SE BAMO EMBORA

Letra: Anomar Danúbio Vieira
Música: Alemão do M’Bororé
Intérprete: Alemão do M’Bororé

O zaino negro tapado
Se “cascou com os meus arreio”,
Quando apertei o cinchão,
Nem tinha botado o freio.

Mesmo maneado o velhaco,
Se boleou, matando pasto…
Sujou meu pelego novo,
Quase arrebenta meu basto!

Bem que tinham me avisado
Que ele era flor de atrevido,
Por isso é que eu tenho nojo
Destes “matungo bulido”.

Levantei ele no relho,
Se parou todo ouriçado,
Com o lombo que é uma laranja,
Me olhando de atravessado.

Beiçudo, toma tenência,
Respeita este índio cru!…
Pois se “botá” na balança,
Eu sou mais xucro que tu!!!

Eu todo de pilcha branca,
Faceiro, qual ganso novo,
Bem “loco” pra me luzir
Pra o chinaredo do povo.

Pego o grito, alçando a perna…
Eu quero, se tu quiser!
Vai te servindo, compadre,
Do aço “dos meus talher”!

Se tu te empaca, eu te engancho;
Se te “arrastá”, o mango pega;
E, assim, nós se vamo embora,
Tenteando nessa refrega.

Mas uma coisa eu garanto,
Enquanto vai te blandeando:
Que tu me leva “pras china”,
Nem que seja corcoveando!

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