Quando Descanso da Lida – Robledo Martins


9ª Tafona da Canção Nativa – Osório – RS – 1997.
Composição premiada pelo Melhor Arranjo.

QUANDO DESCANSO DA LIDA

Letra: Mauro Marques e Hércules Grecco
Música: Maurício Marques
Intérprete: Robledo Martins

Quando descanso da lida,
Meus sonhos eu cabresteio
E escuto as notas de anseio
No canto que o vento entoa.

O baio que me carrega
Nem sei por onde se mete,
Por vezes me leva ao brete,
Por outras meu flete voa!

Quando descanso da lida,
Percorro légua em segundo
Nos campos de um outro mundo
Que desconhece aramados!

E os cascos da fantasia
Pisoteiam ventanias
Num galopear sem destino
Desses meus fletes alados.

Galope chama galope,
Os fletes pedem mais fletes
E a penca fora do brete
Nos ares já se dispersa.

Voando sobre as estrofes,
Limites não reconhece,
O mundo é vasto e mais cresce
Nas sesmarias do verso!

A rédea longe dos dedos
Nesse entreveiro de medos,
Me traz de todos segredos
Teu nome ponteando os ventos.

A mão se perde em lembranças,
O coração atropela
E o poema, então, dispara
Sem respeitar as cancelas.

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