Das Coisas Simples da Gente – Rogério Melo


13ª Vigília do Canto Gaúcho – Cachoeira do Sul – RS – 2002.

DAS COISAS SIMPLES DA GENTE

Letra: Anomar Danúbio Vieira
Música: Rogério Melo e Luciano Maia
Intérprete: Rogério Melo

Uma gaita de botão, um candeeiro enfumaçado
Num bailezito ajeitado num ranchito de torrão;
Onde a própria evolução se apeia de madrugada,
Matando a sede na aguada da mais pura tradição.

Um rangido de basteira – cantiga de correr boi
Num tempo que não se foi, pois tem alma de fronteira…
A velha Pampa campeira, de repente, se agiganta
Quando um índio abre a garganta numa marca galponeira.

São coisas simples que falo do jeito da minha gente
Que levanta o continente antes do canto do galo;
Bebe apojo do gargalo da noite negra chirua,
Trança tentos, ronda luas e faz Pátria de a cavalo!

Um aparte, campo afora, de ‘saltá’ grama pra cima
E o ovelheiro da estima, troteando abaixo da espora;
Uma guitarra que chora numa coplita sentida,
Misturando vida e lida com a fé em Nossa Senhora.

Um “buenas” bem macanudo num saludo de fronteiro,
Um “êra êra” tropeiro, um sovéu ‘dos cabeludo’;
Um pingaço topetudo pra um domingo de carreira
E uma chinoca faceira, bonita acima de tudo.

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