Balcão de Pulperia – Jari Terres


20ª Vigília do Canto Gaúcho – Cachoeira do Sul – RS – 2009.

BALCÃO DE PULPERIA

Letra: Jari Terres e Fernando Soares
Música: Jari Terres
Intérprete: Jari Terres

A noite abraça a campanha
Aos olhos de um fim de dia
O negro escuro da noite
Na querência se estendia
Encerro a lida do campo
E o trato com a gadaria
Apeio bem na porteira
Chegando na pulperia.

Num balcão de pulperia
De cotovelo escorado
Um “buenas” para o pulpeiro
Num saludo apaisanado
A prosa se estende mansa
Pra quem relembra o passado
E o povoadito em silêncio
Soluça o berro do gado.

Num balcão de pulperia
Adonde o tempo olvidou
No ciclo das quatro luas
A saudade ali quedou…
Num balcão de pulperia
Atento à vasa entretida
Se amarga a prosa com mate
Que adoça o amargo da vida.

Dom Catcho, Almiron y Facundo
Rondando a tropa na vila
Boiada de campo bueno
Donde a pastagem perfila
Um rádio conta no aviso
Que vem chegando as esquilas
Vou sentar o fio da tesoura
Me ajusto pra ganhar uns pilas.

– Pulpeiro, me dá uma caña
Y outra pra paisanada –
Pra eu firmar bem o pulso
Golpeando a sorte clavada
Numa cancha de fronteira
No rincão da flor colorada
Lucero solito na noite
Fundo de campo e de estrada.

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