Quando Canta Um Payador – Mauricio Barcellos e Jadir Oliveira


17º Carijo da Canção Gaúcha – Palmeira das Missões – RS – 2002.
Composição premiada com o Primeiro Lugar.

QUANDO CANTA UM PAYADOR

Letra: Jadir Oliveira
Música: Mauro Marques
Intérpretes: Mauricio Barcellos e Jadir Oliveira

Se um payador abre o peito, a natureza emudece,
O vento sola uma prece num sacrossanto respeito,
O rio se aquieta no leito, o campo abre-se em flores,
Os pássaros multicores se esquecem de cantar…
Só pra poder escutar o canto dos payadores.

Quando canta um payador, a poesia se refaz,
É uma bandeira de paz astiada em prol do amor;
Pra o poeta sonhador é bem mais que uma bandeira,
É a mensagem verdadeira anunciando aos demais
Que todos somos iguais e o canto não tem fronteira!

Quando um cantor se desdobra e uma guitarra se exalta,
O que do mundo anda em falta, tenho na alma, de sobra…
E cada verso é uma obra com destino diferente,
Que surge como vertente do manancial mais profundo,
Depois de rodar o mundo, retorna sempre pra gente.

Quando canta um payador, até o próprio vento escuta,
E uma paz absoluta brota na alma do cantor;
Um sorriso estanca a dor pra noite parir o dia,
Torna-se livre a poesia, sempre que um verso se escapa,
Desenhando um novo mapa na estampa da geografia.

Quem canta a alma do povo, traz alento à própria alma,
Quando a guitarra se acalma, meu canto nasce de novo;
Me emociono, me comovo, porém, nunca me disperso…
Nos confins deste universo ecoa meu canto forte
E nem mesmo a própria morte pode silenciar meu verso.

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