Gaúcho Bronze – Mário Barbará


2º Musicanto Sul-Americano de Nativismo – Santa Rosa – RS – 1984.

GAÚCHO BRONZE

Letra: Apparício Silva Rillo
Melodia: Mário Barbará
Intérprete: Mário Barbará

A quem vem
Pela estrada do norte,
Ali…
Onde a estrada da morte e do corte,
Se abre em forquilhas
No asfalto das ruas
E das perimetrais
Ali…
Uma estátua, plantada bem alta,
Modela no bronze
O gaúcho ideal.

Olhar no horizonte,
A vincha no fronte,
O laço na mão…
A guaiaca
Cingindo a cintura,
Tirador de capincho,
A bombacha de brim.

Olhar no horizonte,
A vincha na fronte,
O laço na mão,
Nas botas
“Garrão de potro”,
As rosetas da espora
São D’alvas da aurora
Estreladas no chão.

Porém, o gaúcho
– O homem da regra,
Não o da excessão –
Se pudesse
Com mãos de alavanca
Romper o casulo
Do bronze onde está,
Mostraria
A quem sabe vê-lo
Que ele, o modelo,
Jamais foi assim…
– Que o bronze é a mentira –
Entre o não e o sim…

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