Na Garupa Do Baião – Luiz Carlos Borges


5º Canto da Lagoa – Encantado – RS – 1997.

NA GARUPA DO BAIÃO

Letra: Mauro Ferreira
Música: Luiz Carlos Borges
Intérprete: Luiz Carlos Borges

Eu e meu cavalo andávamos assim:
Ele olhando pro céu e eu pro capim.
Ele vinha voando pelo chão
E eu sozinho pastando a solidão.

Eu e meu cavalo não formamos par,
Ele vive feliz no seu lugar
E eu arrasto a saudade, aonde for,
De quem anda a brincar com meu amor.

Por isso toque a sanfona, sanfoneiro!
Que eu andei o dia inteiro pra esquecer, neste bailão,
A moreninha que no meio d’um suspiro,
Sem querer, me deu um tiro e acertou no coração.

Trazer a mágoa pra afogar num baile bueno,
Procurando um entreveiro pra fugir da solidão…
É beber água depois de tomar veneno,
Só se morre mais ligeiro de saudade e de paixão.

Cor de canela, flor do rincão,
Os olhos dela tão e não tão!
A vida não vale a pena sem ter paixão…
Morena vem na garupa desse baião!

Quando o destino nos deu as cartas do jogo
Fez arder no mesmo fogo a verdade e a ilusão,
Fiquei pifado, sem saber qual a jogada,
Quando tu encostou uma espada contra um par de coração.

Morena linda, eu tenho cruza de cigano
E a metade do teu plano vi na palma da tua mão,
Outra metade vou pagar pra ver de perto
Porque eu sempre troco certo pelo jogo da paixão.

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