Das Águas do Poço Fundo – Vitor César Klein


24ª Coxilha Nativista – Cruz Alta – RS – 2004.

DAS ÁGUAS DO POÇO FUNDO

Letra: Volmar Camargo
Música: Sinval Araujo
Intérprete: Vitor César Klein

Quem diria que algum dia, o velho poço da estância,
Voltasse a ter importância em seu costume caseiro.
E ajudasse ao peão patieiro, a amenizar a estiagem,
Pra recompor a paisagem deste cenário campeiro.

Água pura, cristalina, seiva de vida vertente.
Brota do fundo da terra e mata a sede da gente.

Bocal de tijolo à vista, e a tampa de guajuvira
Na manivela a mão gira, num vai e vem controlado,
Na soga um balde amarrado, parece descer cantando.
Mergulha e sobe chorando, num gotejar com o passado.

Botucatu Guaraní, lençol d’água preservado,
Que Deus deixou por legado, debaixo dessa querência.
Pra garantir a existência deste Rio Grande celeiro,
Pois na falta de aguaceiro, o poço é fonte da essência.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s