Um Milongão dos Veiaco – Rogéio Melo


23ª Coxilha Nativista – Cruz Alta – RS – 2003.
Composição premiada com o Segundo Lugar e Melhor Conjunto Instrumental.

UM MILONGÃO DOS VEIACO

Letra: Anomar Danúbio Vieira
Música: Mauro Moraes
Intérprete: Rogério Melo

Aba larga retovado,
Pala de seda no braço
E o choro fino do aço
Das chilenas no garrão,
Encilhei um milongão,
Não vi que era dos veiaco
E sacudiu os meus “caco”
Bem no que sai do violão.

No alambrado das cordas
Quis me apertar num floreio
Aprumei um bordoneio
Bem na dobra das virilha,
Quando um taura se enforquilha,
É duro de “se pelar”
Se me ponho a guitarrear
Sou pampa em riba da encilha.

Pra ginetear de bolada
Um milongão dos veiaco
“Hay que tener” fé no taco
E uma alma guitarreira.
Um batidão de fronteira
Mais firme do que um palanque
Que desde o primeiro arranque
Já enrede o “mau” na soiteira.

Do jeito que o diabo gosta
Se prendeu mandando garra
No parador da guitarra
Escondeu a cara co’as “mão”
e eu gritei com o milongão
E aticei a cachorrada
Que a vida não vale nada
Se não se tem tradição.

Tem que ter corpo leviano
E um dedilhado campeiro
Pra mostrar pra um caborteiro
“Qual é o pau que dá cavaco”,
Calça os “ferro” no sovaco,
Esfrega o pala na cara
Não é qualquer um que para
Num milongão dos veiaco.

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