Pampa – Chico Saratt


Tafona das Tafonas – Osório – RS – 2009.

PAMPA

Letra: Luiz de Miranda
Melodia: Mauro Moraes
Intérprete: Chico Saratt

A pampa não se liberta
Às comparações de um aprendiz,
Que não sabe que ela é um país.
Ele impõe o nome de uma janela viageira,
Que sempre é estrangeira da janela da cidade
Nas palavras claras e verdes do seu canto.

Quem desconhece a pampa, pouco lhe fala…
Da guaiaca tomada de solidão.
Do palanque de guajuvira, pouco lhe fala…
A espora de prata que o passo
Esconde na sua treva verde…
Que o cavalo cheira e reconhece o seu coração.

Aqui a serenata dos homens a levantar a manhã,
A vida matinal que desata e estala a voz dos corredores,
A claridade maior da mão, tecendo a aurora, coração no coração
E o motor da paixão é como o orvalho na grama de capim
A fome de quem ama com o coração encarnado de carmim.

Onde se aponte ou se escreva pampa
Leia-se: liberdade, leia-se: liberdade,
Leia-se: liberdade em todo horizonte!

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