Quando a Trança se Desata – Marcelo Oliveira


1º Flete da Canção Gaúcha – Santa Margarida do Sul – RS – 2007.

QUANDO A TRANÇA SE DESATA

Letra: Fernando Soares
Música: Marcelo Oliveira
Intérprete: Marcelo Oliveira

A noite estende seu poncho
Pelo setembro da pampa
E a lua mansa levanta
Na solidão da morada
Uma coplita assoviada
Vai contrapondo as basteiras
E uma gana romanceira
No rumo calmo da aguada

O peleguito virado
Vai estendendo, por conta
E o pensamento se alonga
Pelo varzedo da alma
Um atropelo na calma
Tenteando a sorte de perto
Num rancho de céu aberto
Com olhos de estrela D’alva

Quem sabe a trança desate
Neste fundão de querência
Pois o destino da crença
Vai me guiando o caminho
Num corredor sem espinho
Com toda a paz da invernada
E o choro da madrugada
Benzendo a fêmea no ninho

Não vejo flores de campo,
Nem brilhos de vagalumes
Somente o doce perfume
De algum “jujito” campeiro
E um grilo, por cancioneiro,
Faz serenata ao romance
Abençoando no instante
Que a linda solta o cabelo

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