Rasga Diabo – Walther Morais


1º Um Canto Para Martín Fierro – Santana do Livramento – RS – 1999.

RASGA DIABO

Letra: Volmir Dutra
Melodia: Walther Morais
Intérprete: Walther Morais

Um mangaço aponta o rumo
E o potro se vai aos berros,
O pêlo sai na soiteira
E o couro à ponta de ferro.

Meu mango de amansar louco
Já foi mal acostumado,
Quando assovia no espaço
Cai lambendo dos dois lados.

Eu me chamo Rasga Diabo,
Minha fronteira é meu rincão
E o potro que me conhece
Vem comer na minha mão!

Não sou de fazer floreio
Com beiçudo desbocado
E o quero-quero no braço
Muito já tem me ajudado.

Eu amanso os mal costeados,
Mas sou tachado de mau,
Pois eu largo a matungada
Carijó, de tanto pau!

Eu me chamo Rasga Diabo,
Minha fronteira é meu rincão
E o potro que me conhece
Vem comer na minha mão!

A sorte se traz de berço
E a coragem a gente arranja,
Quando o potro sai arcado
Com o lombo que é uma laranja.

As esporas dão dentadas,
Já desde o primeiro pulo,
Fui feito pra os aporreados
E cavalo eu não adulo.

Eu me chamo Rasga Diabo,
Minha fronteira é meu rincão
E o potro que me conhece
Vem comer na minha mão!

Quando me encontro no lombo,
Eu bato espora e soiteira
E o meu mango cruza mais
Que tesoura de benzedeira.

Já montei no outro lado
Nas Criollas já fiz fama
E até os paysanos já sabem
Que eu sou cria de Santana.

Eu me chamo Rasga Diabo,
Minha fronteira é meu rincão
E o potro que me conhece
Vem comer na minha mão!

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