Quando a Ternura se Transforma em Rio – Jairo Lambari Fernandes


17º Festival da Música Crioula de Santiago – Santiago – RS – 2002*

QUANDO A TERNURA SE TRANSFORMA EM RIO

Letra: Vaine Darde
Melodia: Jairo Lambari Fernandes
Intérprete: Jairo Lambari Fernandes

Será, talvez, o teu olhar azul
que com meus olhos, por paixão, repartes
um pedacinho deste céu do sul
que, toda noite, vem luzir no catre?

Os teus cabelos, flores do arrebol,
um véu dourado que amanhece terno,
roubam as luzes do primeiro sol
para enfeitar nossas manhãs de inverno.

Teu corpo claro de alumiar desejos
se expõe febril em mel e maçanilhas
pra que eu te vista de luar e beijos
e me deslumbre a desvendar coxilhas…

A tua boca que murmura sangas,
num frenesi de primavera ao cio,
se faz silvestre pra me dar pitangas
quando a ternura se transforma em rio…

Será, talvez, que a poesia em febre,
luzindo aflita num olhar azul,
veio exilar-se dentro de um casebre
pra ser amor nestes confins do sul?

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