Lago Verde e Azul – Helmo de Freitas


11º Reponte da Canção – São Lourenço do Sul – RS – 1995.
Composição que conquistou os prêmios de Segundo Lugar e Música Mais Popular.

LAGO VERDE E AZUL

Letra: Helmo de Freitas
Música: Helmo de Freitas
Intérprete: Helmo de Freitas

O medo de andar solito, ouvindo vozes e gritos
E até do barco um apito, na sua imaginação;
Olhos esbugalhados do moleque assustado,
Olhando aquele mar brabo
– Ora doce, ora salgado… num temporal de verão.

Sem camisa na beirada, bombachita arremangada,
Botou o petiço na estrada quando a areia lhe guasqueou…
Sentiu um arrepio como aquele ar frio
Que o açude e o rio,
E as águas que ele viu não lhe provocou.

Coqueiro e Figueira dos Matos
E a bela Lagoa dos Patos – oh, verdadeiro tesouro!
Lago Verde e Azul que, na América do Sul,
Deus botou pra bebedouro!

Tempos que ainda tinha o bailado da tainha
Quando o boto vinha com gaivotas em revoadas;
E, entre outros animais, no meio dos juncais,
Surgiam patos baguais…
E hoje não se vê mais este símbolo da aguada.

Nas noites de lua cheia, a gente sentava na areia
Pra ver se ouvia a sereia entre as ondas, cantando…
E hoje eu volto ali, no lugar em que vivi,
Onde andei quando guri,
E olho, lagoa, em ti e me enxergo chorando.

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