Quando a Solidão Tem Cismas de Tapera – Jader Duarte


5ª Manoca do Canto Gaúcho – Santa Cruz do Sul – 2010 – RS.
Composição que conquistou o prêmio de Segundo Lugar, e o violonista Neuro Júnior recebeu o prêmio de Músico Revelação.

QUANDO A SOLIDÃO TEM CISMAS DE TAPERA

Letra: Cleiton Evandro dos Santos e Eduardo Trojahn Silveira
Música: Jader Duarte
Intérprete: Jader Duarte

Repontei na noite de luar crescente
Tropilha de sonhos pra domar saudade
Pelo olhar sereno das lembranças tuas
Que amaina a alma quando o peito arde.

Gritaram angústias pelas madrugadas
E o sal dos meus olhos se tornou um rio
Em caudal que salga as minhas palavras
Ecoando o silêncio de um rancho vazio.

Sem esses sorrisos que bebi de amores
Em noites de lua, depois dos arreios
Calei a guitarra pra abrandar as dores,
Pois o coração vinha mascando o freio.

Encilhei um baio pra cantar quimeras,
Saudoso dos mates que tua mão cevou.
E a tristeza potra que na primavera
Transcendeu o tempo que nos separou.

E a flor que colho no campo enfeitado
Pra cumprir promessas de amor sem fim
É adorno à cruz com teu nome entalhado
Que também sepulta um pouco de mim.

E onde estiveres, sol do firmamento,
A felicidade ainda assim me espera
Pois sei que renasces no meu pensamento
Quando a solidão tem cismas de tapera.

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