Filosofia de Andejo – Luiz Marenco


11ª Coxilha Nativista – Cruz Alta – RS – 1991.

FILOSOFIA DE ANDEJO

Letra: Jayme Caetano Braun
Música: Luiz Marenco
Intérprete: Luiz Marenco

Frente ao caminho me calo
e o pensamento sofreno:
o mundo é muito pequeno
pras patas do meu cavalo!

Nesta jornada terrena,
aprende muito quem anda,
sempre que a alma se agranda,
a estrada fica pequena!

A carpeta da distância
é a escola do jogador,
se invide mais de um amor,
mas só se perde uma infância.

O jogo da redoblona
é a lei maior do combate;
nunca se agradece o mate,
se tem água na cambona!

Por escondido que seja
o rancho que tem bailanta,
guitarra, gaita e percanta,
meu flete sempre fareja!

O amor, ao chão, não tem preço,
se aprende desde piazito,
o brabo é achar o caminho
pra retornar ao começo!

Onde hay vaca, existe touro
– este é o primeiro decreto!
E até o mais analfabeto
Sabe brincar de namoro!

Eu penso, penso e repenso:
ninguém nasce pra ser mau!
Quem usa freio de pau,
é por gostar do silêncio!

Deve haver algum feitiço
depois que o tempo nos laça,
o mundo não tinha graça,
se a vida fosse só isso!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s