Na Fazenda do Barreiro – Raineri Spohr e Ricardo Bergha


1º Canto do Barreiro – Urupema – SC – 2017.

NA FAZENDA DO BARREIRO

Letra: André Oliveira
Melodia: Raineri Spohr
Intérpretes: Raineri Spohr e Ricardo Bergha

Mirando as cordilheiras
deste cenário campeiro
na Fazenda do Barreio,
marco xucro de esxistência
vejo serras e coxilhas onde
o esverdeado se expande
parecendo meu Rio Grande
que se cambiou de querência.

A velha hospitalidade,
no ritual do mate amargo
traz um sabor do passado
ao redor do fogo de chão
o pai-de-fogo queimando
a graxa que pinga nas brasas
lembra o cheiro “das casa”
e o aconchego do galpão.

O tio Lélo de alma guasca
e um coração de tropeiro
é o monarca hospitaleiro,
crioulo destas coxilhas
que fez Santa Catarina
e o meu Rio Grande notório
se unir num oratório
pra abençoar estas campinas.

Na mangueira imponente,
cada pedra empilhada
retrata a era escravizada
que cerca o tempo que passa,
os corredores tropeiros,
sinuelos para as charqueadas
mais que uma lendaarquivada
é o memorial de uma raça.

A cavalhada crioula,
munício para as campereadas
acordam as madrugadas
como em estâncias fronteiras
a peonada destorcida
sabe onde mete o cavalo
aguenta qualquer embalo,
trompando a lida grongueira.

Já fazem mais de dois séculos
que o casarão entonado
mangrulha os campos dobrados
entre Lages e Urupema
guardando antigos segredos
no misticismo campestre
que assoma a tarde silvestre
num canto de siriêma.

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