Velhas Estâncias – Derli Trindade


4ª Sentinela da Canção Nativa – Caçapava do Sul – RS – 1997.

VELHAS ESTÂNCIAS

Letra: Roberto Huerta
Música: César Oliveira
Intérprete: Derli Trindade

Estão elas qual mangrulho de vigia,
Grandes sobrados erguidos pra monumento,
Mangueiras de pedra, preta velha na cozinha,
Alvas cortinas bailando num pé de vento.

Na varanda, cadeiras de balanço,
Uma rede que se embala preguiçosa…
De onde se vê as garças no açude,
Saudando o pago quando abrem suas asas.

Ainda sinto nessas estâncias a magia
De bolear potros pelos banhadais,
Onde o índio-quebra fazia, de suas lides,
Pra si mesmo o mais belo dos postais.

Um galpão grande, uma figueira bem copada,
A sombra boa e um pomar atrás das casas…
Um horizonte feito cama de pelego
Aonde vai se deitar o sol em brasas.

Velhas estâncias – palanques da querência –
Tem raízes profunda neste chão.
Um crioulo reprodutor pra toda eguada
E um fogo que nunca se apaga no galpão.

Sempre há dentro da gente essas estâncias…
Que traz um gosto das histórias dos avós.
E também uma lembrança, uma ternura,
Caseriando na tapera que há em nós.

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