Paisagem Que Contemplo – Eduardo Maicá


10º Canto Missioneiro da Música Nativa – Santo Ângelo – RS – 2017.
Composição premiada com o Primeiro Lugar na fase local.

PAISAGEM QUE CONTEMPLO

Letra: Francisco Carneiro Neto
Melodia: Marco Augusto Ribeiro Nardes
Intérprete: Eduardo Maicá

Num canto livre como o voar das andorinhas,
Meus sentimentos criam asas pra voar,
Levam bem alto minha alma que contempla
Uma paisagem convidando o meu “olhar”.

Um rancho simples logo acima dos açudes,
Onde o arvoredo abriga o canto dos cardeais,
Canto de galos, relinchar, berro de gado,
Cortam silêncios que o meu tempo não vê mais.

Renasce a vida naquele que andava ausente,
Ao ver de novo uma paisagem que foi sua,
Retornam sonhos adormecidos na essência;
Reminiscências “voltando” em noites de lua.

Ao ver as flores entre abelhas e cigarras,
Solto as amarras, deixo voar o pensamento,
Arredias mágoas tolas se amansam,
Quando descansam na paisagem que contemplo.

Como é bonito mais um dia que amanhece
Trazendo prece no cantar da passarada.
Um novo sol vem pra brilhar nova esperança,
A alma dança ao gorjear da alvorada.

E o sol que nasce vai subindo no horizonte,
No pé do monte, uma casinha, bem perto do arraial,
Um João-de-barro, um Bem-te-vi, e um Canarinho,
Cantando um hino em quarteto com um Pardal.

A vida é bela “e ao” contemplar toda beleza
Que a natureza oferece a cada dia,
O por do sol, a lua cheia e as estrelas,
“Eu” quero tê-las dando luz à poesia.

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