Garreado – César Oliveira


17ª Vigília do Canto Gaúcho – Cachoeira do Sul – RS – 2006.

GARREADO

Letra: Rogério Villagran
Música: Rogério Villagran e César Oliveira
Intérprete: César Oliveira

O sol que mal tinha clareado
Naquela manhã traiçoeira…
Se escondeu na polvadeira
De um corcovo debochado.
Que encordoava cadenciado
No embalo de cada berro,
Toureando a força “dos ferro”
De quem vinha enforquilhado.

Já da sala pra cozinha
Vinha igual mala de “loco”
Se defendendo do soco
Daquela maula mesquinha…
Que se mostrava daninha
E muito mais revoltosa,
Pra o irmão do Antônio Rosa
E cria da velha Dadinha.

Era bem “veiaca” a tostada
Que corcoveou com o João Pedro,
Segunda-feira bem cedo,
No alvoroço da pegada!
Me alembro que a cachorrada
Fez um costado pra o negro
Que já vinha sem sossego,
Forcejando tipo bicho.
Quase igual a um carrapicho
Agarrado “nos pelego”!

Tivesse montado mal,
Nem cruzava da porteira…
Onde a tostada grongueira
Se guasqueou e tirou o buçal.
Arrenegada do bocal,
Trazia o Negro garreado…
Num vai e vem chamarreado
Que assusta inté o mais bagual.

Nunca vi “cosa” mais feia.
Não é fácil, mas é lindo!
Quando o mundo vem sumindo
Pra o índio que gineteia.
Pois se a vida corcoveia,
Buscando a volta mais braba…
Quem facilita desaba
Quando o destino garreia.

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