Feras – Joca Martins


10º Reponte da Canção – São Lourenço do Sul – RS – 1994.
Composição premiada com o Terceiro Lugar.

FERAS

Letra: Rogério Ávila
Música: Leonel Gomez
Intérprete: Joca Martins

Fera é o homem que na lida se abaguala
E por ser fera, na forma um potro fera, embuçala.
Fera é o potro corcoveando campo afora,
Sentindo o peso ‘nos basto’, berrando à pua da espora.

Fera é a espora riscando a carne do potro,
Mostrando o sangue pro campo, pra que o campo lhe mande outro.
O campo se torna fera quando o inverno estende o braço,
Fazendo verter o banhado, dando serviço pro laço.

O laço também é fera, quando dos tentos desata,
Juntando o boi contra o chão… Por mais que ele mande pata!
É fera o boi que atropela, quando alguém tenta apartá-lo
Num refugo de mangueira, se vem de encontro ao cavalo.

São feras, mas se amansam se mais adiante bombeá-los…
O homem mateia quieto, o potro se faz cavalo!
A espora no cavalete perde a fúria do garrão
E o campo racha a vertente quando se achega o verão.

O laço, se mal cinchado, rebenta qual brincadeira
E o boi atropelador se ajoelha pra carneadeira.

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