Na Estância do Passa Dois – Alberto Ventura Neto


5ª Sapecada da Serra Catarinense – Lages – SC – 2005.

NA ESTÂNCIA DO PASSA DOIS

Letra: Aldo Martins Neto
Música: Michel Martins
Intérprete: Alberto Ventura Neto

Na estância do Passa Dois!
Na estância do Passa Dois!
Até o berro dos bois
Tem o som mais campeiro
E a culhera de franqueiro
Que puxa carro e arado
É uma dupla de entonado
Pastando lá no potreiro

O Cedro “Bueno” de sombra
Que há em frente ao galpão
É onde ato redomão
Na argola pendurada
E de noite as “Curucacas”
No Cedro fazem seu ninho
Feito de “sedêm” e galhinhos
Numa trama debochada

Uma encerra de taipa
Faz costado à mangueira
Passando pela goiabeira
Faz divisa com a invernada
Orgulho! De bem fechada
Cerca porco e ovelha
Tem até uma caixa de abelha
De esteio na ramada

É coisa linda de ver
A tropilha de gateadas
Todas de cola atada
E as tralhas de primeira
As cordas feitio do “madeira”
Pelego russo empastado
E o sovéu nos “tento” atado
Para as precisões campeiras

Na invernada do açude
Ficam as vacas de cria
Lá nos campos da divisa
Engordam os bois de tropa
O turuno vive na grota
E um lote de porco mouro
Que só saem se os cachorros
Fizerem a sua escolta

Foi o encontro de rios
Que lhe deu o batismo
No crioulo catecismo
Sua história foi gravada
Eu trago imagens guardadas
E muitas lembranças na mente
Do fogo de chão “silente”
Às carreiras e tropeadas

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