Baile Campeiro – Miro Saldanha


2º Minuano da Canção Nativa – Santa Maria – RS – 2003.

BAILE CAMPEIRO

Letra: Miro Saldanha
Música: Miro Saldanha
Intérprete: Miro Saldanha

Nos pagos da minha terra
O povo tem mais calor;
É fácil fazer amigos
E a vida tem mais valor.

Quando chega a primavera,
E o campo rebenta em flor,
É o tempo de armar cambichos
E os ventos falam de amor.

Quando tem baile campeiro
O dia tem outra cor,
A tarde se faz alegre
E a lida tem mais sabor;

A peonada guarda o laço,
Os bastos e o tirador,
E o mundo vira num rancho
Num fundo de corredor!

E o gaiteiro não se apruma;
Num suador de faze(r) espuma,
Meio torto nos arreios,
Só diz que “tá muito cheio!”;

E a gaita é uma mamangava
Dessa preta que se encrava
No buraco dos esteios;
Dá um resmungo e um floreio;

E o Candinho já se solta;
Vai no canto e vem na volta
Com a Fermina tranco feio,
Bufando e mascando o freio,
Num passo de manga larga,
Rachando o salão no meio!

Quem nasceu pra lida bruta
Tem sina de peleador;
Segura os golpes da sorte
Com manhas de domador;

Quem tem sangue de gaúcho
Tem sangue de pajador
Nasceu com o mapa no peito
E o jeito de laçador.

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