João Corda Feia – Sandro Rockembach


20ª Sapecada da Canção Nativa – Lages – SC – 2012.

JOÃO CORDA FEIA

Letra: Rogério Villagran
Música: Rogério Villagran e Sandro Rockembach
Intérprete: Sandro Rockembach

Por gosto, ‘João Corda Feia’,
Se desdobra bem assim…
Arremata e diz: tá pronto,
Garanto que não tem fim!
Com uma chairada na faca,
Dá jeito n’outro pedido,
Se no trançar não arrebenta,
Depois de pronto, eu duvido.

Não faz corda pra bonito,
Faz pra doma e arrocino,
Deixa, no mais, o requinte
Pra algum guasqueiro granfino.
Amansa um pouco a macete
E o resto o serviço sova,
E o que com o tempo se gasta,
Sebo de ‘oveia’ renova.

Melhor sobrar do que falte,
Mede um palmo e tá bem feito,
Pois o rigor pouco a pouco
Lhe aconselhou deste jeito.
Couro magro é bem mais forte,
A qualquer tirão aguenta,
Couro gordo dá sovado,
Mas facilita, arrebenta.

‘João Corda Feia’ é guasqueiro,
Ter outra função não pode,
Dá uma ‘guspida’ e golpeia,
E o tento que se acomode.
Diz que o ‘botão de laçada’
É o mais seguro que tem
E basta um ‘corredor de cinco’
Desde que lhe apertem bem.

Aprendeu na obrigação
A corda que requer lida,
Pra que serve e qual feitio,
Trançada, chata ou torcida.
E pelo o que facilita,
Se rebusca e ganha a vida,
Refrescando o que acomoda
Numa estopa umedecida.

Algo assim tem seu valor,
Pelo que tanto conheço,
Embora custe o que cobre,
São garras que não tem preço.
Mesmo um tento pra ‘atá’ o laço
Acredito que seja assim:
Feitio do ‘João Corda Feia’,
Garanto que não tem fim.

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