Galponeiros – Ricardo Coelho e Francisco Teixeira


4ª Bicuíra da Canção Nativa – Rio Grande – RS – 2008.
Composição premiada com o Segundo Lugar.

GALPONEIROS

Letra: Lauro Antônio Corrêa Simões
Música: Ricardo Coelho
Intérprete: Ricardo Coelho e Francisco Teixeira

Olhar no campo, pingo encilhado, quadro perfeito!
Do parapeito às flores do campo forma um jardim,
Fechando um baio, se vê no gesto do peão campeiro
Que um galponeiro conhece as manhas do graxaim.

Um galponeiro remalha o laço dos preconceitos,
Trança seu jeito, tento a tento sua razão…
Sabe que a vida, por mais gaúcho que um índio seja,
Também mareja os grandes olhos do coração.

Um galponeiro guarda seus sonhos de juventude:
Taipa de açude, campos abertos, calor de brasas…
Um galponeiro canta sua terra, nela se ampara,
E traz na cara a paz fraterna de um “oh, de casa!”

Ser galponeiro é gana e luta, fé e conquista,
Potro na pista, pêlo de bronze, naipe orelhano.
É o pé no estribo que está no sangue de um moço taita
E ao sul da pátria leva a bandeira dos Provincianos.

Um galponeiro traz talareios de um par de esporas,
Que, capo afora, tornou-se, ao largo, um bem de raíz.
Pois, mesmo xucro, criado guaxo, n’alguma estância,
Sabe a importância do sentimento pra ser feliz.

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