Homens de Campo – Éder Goulart e Arthur Mattos


2ª Nevada da Canção Nativa – São Joaquim – SC – 2004.*

HOMENS DE CAMPO

Letra: Jones Andrei Vieira
Música: Jones Andrei Vieira
Intérpretes: Éder Goulart e Arthur Mattos

Vão os campeiros a bater mango
pelos corredores nas invernias,
um poncho negro desaba nas tardes,
deixando longe o rancho, e a alma fria.

Quem faz dos arreios seu catre,
bombeia o mate, proseando com as brasas,
e pede ao silêncio que leve a saudade
do escuro dos olhos pra longe das casas.

Abre as asas do “bichará”,
num jeito campeiro que lhe aquece a vida.
Arrocina os potros que tem pra amansar,
que a geada do campo não desfaz a lida.

Homens de campo e de pingos buenos,
na geografia da estância habitam galpões…
Sentando as garras, gastando esporas,
a bater casco em redomões.

O fogo grande tempera a alma,
de correr lonjuras a camperear,
ficou no rancho os olhos da china,
braços da porteira a lhe esperar.

Se emponcham nas tardes de agosto,
abrem cancelas e livres se vão…
O pensamento campeador de rimas,
trançado em sonhos vão pela mão.

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