Guarany – Loma e Xirú Antunes


27ª Sapecada da Canção Nativa – Lages – SC – 2019.

GUARANY

Letra: Xirú Antunes
Melodia: Fábio Peralta
Intérpretes: Loma e Xirú Antunes

Guarany, palavra de aço,
que fere o compasso,
de quem é ateu,
que o Deus destes índios,
habita os banhados,
o rincão dos pastos,
a prece dos matos,
a terra e o céu.

Guarany, palavra morena,
de rondas profundas,
silêncio e fumaça,
verdade e cantiga,
herança e ruína,
propondo balaios,
e santos quebrados,
na voz repetida.

Guarany, das veias profundas,
artérias da terra,
o sangue primeiro,
depois missioneiro,
missões de além-mar,
vieram assim,
sem medo aparente,
pra amordaçar.

Quais foram as bençãos,
das quatro vertentes,
da cruz de lorena,
em nome de Deus,
quem tira os filhos,
da mãe natureza,
constrói incertezas
na pele dos meus.

E andam as ruínas,
nos passos calados,
costeando as estradas,
aos olhos de Deus,
profanado e genuíno,
semblante moreno,
desafiando a crendice,
dos mesmos ateus.

Guarany, guarany,
é terra que anda,
abençoado de mato,
e de pajonais,
que o Deus destes índios,
habita os banhados,
o rincão dos pastos,
a terra e o céu.

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