Tordilha Canha Branca – César Oliveira e Rogério Melo


27ª Sapecada da Canção Nativa – Lages – SC – 2019

TORDILHA CANHA BRANCA

Letra: Leandro Godinho e Rafael Ferreira
Melodia: Zé Renato Daudt
Intérpretes: César Oliveira e Rogério Melo

Me pateou firme no peito, nessa primeira pegada,
Num bolicho beira estrada, nega estribo e mal se ajeita,
Mas depois já vem sujeita, pro vício, mágoa ou festejo
E nunca me nega o beijo, bem ou mal se endireita.

Por veiaca e mal costeada, troca de rumo das casas,
Balconera ganha as asas, corcoveando em gana loca,
Esta tordilha pitoca, em cada vez que lhe puxo,
Me invade o peito, gaúcho, depois de golpear minha boca.

Tordilha…
Tordilha égua maleva que me desbanca,
Veste o feitiço em corpo de canha branca,
Entrego os pila minguado pra te encilhar –
Tordilha…
Pelos bolicho faz campo e mostra a cena,
E a cada gole golpeio as minhas penas,
Frente aos volteios que a vida me dá.

Aperto no osso do peito, como se fosse um munício,
Pois cada um tem seu vício e o meu comparo com a doma,
Enquanto trinam choronas dos passos que cambaleio,
Me sinto mal nos arreio, tendo a tordilha por dona.

Te deixo junto ao balcão – e saco as garra por gosto,
Esfregando “as mão” no rosto, dou – gracias – ao bolicheiro,
A tordilha acha potreiro, nas prateleiras da copa,
Pra ver se alguém se topa degustá-la nos arreio.

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