Tango do Meretrício – João de Almeida Neto


6ª Vigília do Canto Gaúcho – Cachoeira do Sul – RS – 1988.
Composição premiada como Canção Mais Popular e Melhor Conjunto Instrumental (Conjunto Quase Familiar).

TANGO DO MERETRÍCIO

Letra: Mauro Ferreira
Música: Luiz Bastos
Intérprete: João de Almeida Neto

Rasguei a certidão de casamento,
finquei o braço na mulher e foi um gritedo.
Vesti uma fatiota elegante,
despachei duas amantes
e me mandei pro chinaredo.

Não há lugar melhor que o meretrício,
no vício é que eu encontro meu papel.
Me enfrasco e canto um tango pras gurias
que eu sou filho de uma tia
da empregada do Gardel.

Desde guri eu nunca fui um bom sujeito,
Pois a falta de respeito
sempre foi mi’a vocação.
Me lendo a mão uma cigana disse tudo
ou capam esse cuiudo
ou emprenha toda a nação.

Dizem que bom eu só vou ser depois de morto
Porque pau que nasce torto
não dá mais pra endireitar.
Eu sou teimoso e por não concordar com isso
me mandei pro meretrício
e fico até desentortar

Amanhã minha mulher que é uma cruzeira
Vai juntá a familia inteira
pra tentar me redimir.
Mas eu garanto,
enquanto tiver dinheiro
Nem que chamem os bombeiros
não me tiram mais daqui.

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