Madrugada de Setembro – Sandro Rockembach e Fabiano Bacchieri


3ª Nevada da Canção Nativa – São Joaquim – RS – 2005.

MADRUGADA DE SETEMBRO

Letra: Xirú Antunes
Música: Aluísio Rockembach
Intérpretes: Sandro Rockembach e Fabiano Bacchieri

Boieira em ponta de lua
No gargantear de um “galito”;
Os macegais esfachiam
Ao recitar de um “ventito”.

E um velho jeito de barro
Com sangue dos mananciais,
A alma toda de terra,
Os olhos do pajonal.

Acomoda o mate curto
No “porunguito” queimado,
Mesclando acordes de grilos
Com roncos de mate amargo.

Pela tropilha que vem
Buscando forma e buçal,
Os garrões vestem estrelas
Que, agora, trocam de céu.

É minha terra que palpita
Nos “debujos” do setembro
E as almas ficam mais vivas
Junto ao sotaque do vento.

A cachorrada se estira
No galponeiro silêncio;
Há sestros de campereada
Pela graxa dos arreios.

Só agora morre o silêncio,
Quando a silhueta do dia
Vai amojando recuerdos
Da noite com sua magia.

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