Bailando Com a Estancieira – Márcio Nunes Corrêa


5º Chamamento da Arte Nativa – Santana da Boa Vista – RS – 1998.*

BAILANDO COM A ESTANCIEIRA

Letra: Marcio Nunes Corrêa
Música: Juliano Gomes
Intérprete: Marcio Nunes Corrêa

Mal apontava a noite na cunheira do galpão
e um lampião lumiava menos que o sorriso das guria,
Uma véia aguava a sala abanando a sambiquera
e uma outra mais faceira ia barrendo de atrás…

Rebolava um pandeirito nas munheca do Fermino
– que é com a lua de a pino que um baile pega pressão!
Num grito de: Bamo pessoal! Orquestrava o Raul Louco
manejando a oito soco de quaje gasta os botão.

Me larguei de olho vidrado pra aperta aquela tirana
que já na outra semana me tentio uma noite inteira.
– Coração junto da boca e a prosa meio falseando
joguei o corpo ladeando num socado de rancheira.

Que perfume tinha a bela costeando o mol da oreia,
lá onde o juízo incendeia contra o macio de uma trança!
E eu no más, bem pilchado, num jeitão véio campeiro,
num trotezito chasqueiro firme no cabo da dança!

Foi quando a moça indagou, de que família que eu vinha
e de quanto campo tinha, quantas vaca em produção…
Mas eu que andava pelado igual toca de coruja
respondi logo pra musa, sem disparar do tirão:

– “Pois olha aqui senhorita, meus recursos são escasso,
vou sustentando no braço, meus vício, mas te garanto,
Mate bueno, carne gorda, umas caneca de vinho
e um garrafão de carinho pra vive e morre te amando!

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