Um Canto Aos Filhos do Campo – Marcelo Oliveira e André Teixeira


11ª Estância da Canção Gaúcha – São Gabriel – RS – 2003.*

UM CANTO AOS FILHOS DO CAMPO

Letra: Igor Silveira
Música: André Teixeira
Intérpretes: Marcelo Oliveira e André Teixeira

Madrugada lobuna, minuano na quincha
Meu mouro relincha, sentindo a invernia.
O galpão principia num ritual sagrado
De mate lavado, pra esperar o dia.

A coxilha verde dos sonhos
Naufragou nas águas calmas,
Na angústia madrugueira,
Matando as sedes da alma.

Labaredas formam vultos,
Onde assombros pedem vaza,
Na dança louca e ardente
Da graxa toureando a brasa.

Antes do sol, pé no estribo,
Maromba firme nos tentos,
A alma da estância torena
E a peonada é o segmento
De quem fez pátria a cavalo,
Afrontando os quatro ventos.

É a essência da fronteira
Em todas manhãs de encilha,
Rituais de mate lavado
E a confiança na forquilha.

Homens da cepa crioula,
Sem mal olhado ou quebranto,
Onde a vergonha fez rancho,
Hermanos, filhos do campo.

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